HERÓI NACIONAL: um farol ideal a ser seguido
A palavra herói lembra alguém que por sua história e atitude tomada na vida serve como inspiração para outras gerações.
Muitos heróis do Brasil não fazem parte do “Livro de Aço” ou “Livro de Heróis e Heroínas da Pátria”, mas tiveram atitude dignas de bravura como, por exemplo, a professora Heley de Abreu que morreu após tentar salvar muitos alunos do fogo ateado pelo vigia noturno da escola municipal localizada na cidade mineira de Janaúba, ou Vinicius Rosado, jovem que antes de falecer por asfixia salvou dezenas de pessoas da tragédia ocorrida na boate Kiss no Rio Grande do Sul (foram mais de 240 vitimas).
Como seria impossível listar todos que merecem justa homenagem apenas alguns nomes são aprovados pelo Congresso Nacional para constar do livro acima referido e, assim, serem reconhecidos como heróis e heroínas nacionais. Os nomes ou grupos de nomes dos homenageados ficam gravados no “Livro de Aço” localizado no Panteão criado por Oscar Niemeyer e está localizado na Praça dos Três poderes, em Brasília.
São inúmeros personagens da história do Brasil como o Alferes Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes), o primeiro da lista, e muitos outros de épocas e origens distintas que ajudam as gerações de brasileiros estudarem um pouco mais sobre a vida dos personagens listados que inspiraram importância em cada momento histórico de nosso país servido como farol ideal para a humanidade.
Temos alguns militares (Caxias, Osório, Tamandaré, Rondon), indígena (Sepé Tiarajú), jesuíta e pioneiro da educação (José de Anchieta), político (Getúlio Vargas), músico (Villa-Lobos), revolucionária (Anita Garibaldi), escritor (Machado de Assis), advogado (Rui Barbosa), abolicionista (Luiz Gama), dentre tantos.
Este último herói nacional citado, Luiz Gonzaga Pinto da Gama, ou simplesmente Luiz Gama, não é tão conhecido, mas respondeu sem medo o desafio de lutar pela libertação dos escravos.
Advogado sem diploma, filho de uma negra nagô livre e um comerciante, depois de ser vendido pelo pai aos 10 anos para ser escravo doméstico em São Paulo, assumiu sem fraquejar a luta por sua liberdade e de muitos escravos, morrendo sem ver seu pensamento de abolição da escravidão no Brasil concretizado.
Portanto, de seu legado, bem como de outros, podemos citar uma aura de positividade e de confiança, concretizada em fatos reais e palpáveis sobre a importância de que as ideias devem ter vida. Seu legado permaneceu mesmo após sua morte.
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Texto publicado no ARAUTO DOS ADVOGADOS, Edição nº 136, Ano XVI, Dez. de 2020, p. 5, Niterói, Rio de Janeiro (órgão informativo da Associação de Clubes dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro – ACAERJ).
