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Home Blog STJ DECIDE QUE MORTE DE PACIENTE POR CHOQUE ANAFILÁTICO EM UMA CIRURGIA NÃO GERA RESPONSABILIDADE ABSOLUTA DA EQUIPE MÉDICA, VISTO QUE O RISCO SEMPRE EXISTE NESTES PROCEDIMENTOS
25/01/2024
Fábio Cardoso
Notícias, SAÚDE SUPLEMENTAR

STJ DECIDE QUE MORTE DE PACIENTE POR CHOQUE ANAFILÁTICO EM UMA CIRURGIA NÃO GERA RESPONSABILIDADE ABSOLUTA DA EQUIPE MÉDICA, VISTO QUE O RISCO SEMPRE EXISTE NESTES PROCEDIMENTOS

Vejamos a ementa do Recurso Especial que foi julgado em 24 de outubro de 2023, 4ª Turma, Relatora Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI.

Para conhecer o Acórdão basta clicar no link ao lado:REsp 2097450


EMENTA

RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR ERRO MÉDICO. CIRURGIA NECESSÁRIA PARA TRATAMENTO DE DOENÇA. REAÇÃO ADVERSA À ANESTESIA GERAL. AUSÊNCIA DE ALEGAÇÃO, NA INICIAL, DE FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO POR PARTE DOS MÉDICOS. RISCOS DA ANESTESIA. FATO NOTÓRIO. DISSÍDIO. DISTINGUISHING NECESSÁRIO.

  1. Em observância ao princípio da congruência, o julgador deve se limitar a julgar o que lhe foi demandado (artigos 128 e 460 antigo CPC e artigos 141 e art. 492 novo CPC), devendo haver correlação entre a causa de pedir e o julgado. A atribuição de culpa aos médicos, por motivos diversos daqueles alegados pela parte autora, acarretaria cerceamento de defesa dos réus e julgamento extra petita.
  2. Em se tratando de cirurgias necessárias à cura de doenças, a informação a respeito dos riscos da anestesia não é o fator determinante para a decisão do paciente de se submeter ao procedimento ou não, sendo certo que, muitas das vezes, não realizá-lo não é opção.
  3. É fato notório que a anestesia geral envolve riscos.
  4. Considerando (i) que a autora não alegou falta de cumprimento de dever de informação na inicial; (ii) que a cirurgia da sua filha era necessária à cura da doença que a acometia; (iii) que não se alega prévio conhecimento de alergia a remédios ou outras substâncias que pudesse ter sido relatado aos médicos (IV) que o problema com a menor decorreu de reações adversas à anestesia; (iv) que não é possível prever, com exames prévios, choque anafilático em decorrência de anestesia; e (v) que a perícia judicial “não encontrou no procedimento anestésico qualquer fato que desabone a conduta dos profissionais”, não há como responsabilizar os réus neste caso.
  5. Recurso especial a que se nega provimento.

# MORTE ANESTESIA RESPONSABILIDADE#MORTE PACIENTE CHOQUE ANAFILÁTICO
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